História de Paraisópolis

 

OFP 0409Paraisópolis originou-se de um loteamento destinado à construção de residências de alto padrão em 1921, resultado da divisão da antiga Fazenda do Morumbi em 2.200 lotes com quadras regulares de 10m x 50m e ruas de 10m de largura. A partir da década de 1950 iniciou-se a invasão dos terrenos vazios por famílias de baixa renda, em sua maioria migrantes nordestinos atraídos pelo emprego na construção civil.

Devido ao descaso público e à dificuldade da regularização dos terrenos, em 1970 já residiam irregularmente 20 mil habitantes naquela área. E ao mesmo tempo novos bairros nobres e seus condomínios luxuosos eram erguidos ao redor da favela,  muitas vezes construídos pelos próprios moradores de Paraisópolis.

Houve uma tentativa de remoção da favela, por meio de uma obra viária, no início da década de 1980. Devido à construção de uma avenida que visava interligar a Giovanni Gronchi com a Marginal Pinheiros, haveria a remoção de uma grande área da favela. A obra, porém, foi embargada.

No início do século XXI, Paraisópolis já era a segunda maior favela paulistana, e começaria a receber investimentos públicos. Em 2005, foi iniciado um processo de urbanização e regularização dos imóveis construídos ilegalmente.

OFP 0650Atualidade

Paraisópolis tem se esforçado para se transformar em um novo bairro da cidade de São Paulo. A comunidade, que nasceu nos anos 20 de um loteamento de 2.200 pequenos terrenos, atualmente ocupa uma área de 800 mil  metros quadrados, o equivalente a 97 campos de futebol.

 Paraisópolis em números

– Alta densidade populacional:  1000 habitantes/hectareMorumbi 30 habitantes./       hectare.
– 55% das famílias residem no local há mais de onze anos.
– 78% dos moradores com emprego fixo trabalham no Morumbi.
– R$ 614,00 mensais é a renda média familiar.
– 91% dos habitantes com mais de 15 anos de idade têm CPF.
– Atualmente 57 ONGS atuam no bairro.
– Com uma população estimada entre 80.000 e 100.000 habitantes, Paraisópolis pretende ser primeira comunidade do Brasil a erradicar o analfabetismo.
– Composta em sua maioria por jovens – 31% da população-, seis em cada dez moradores têm até 25 anos de idade.
– 6.000 crianças estão fora de creche.
– Com um total de 27 mil domicílios, 78% de sua população trabalha no Morumbi ou redondezas.

 O Comércio

Com um total de 8 mil estabelecimentos comerciais, a venda de móveis responde pela maior fatia do mercado – 35%. Entre as lojas, predominam as de roupas e de material de construção.

Em 12 de novembro de 2008, Paraisópolis recebeu uma filial das Casas Bahia. A loja fatura R$ 1,5 milhão por mês, contra R$ 700 mil dos pontos nos shoppings West Plaza e Plaza Sul.